quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

FELICIDADE REALISTA - Mário Quintana


Vejam que verdadeira pérola, este texto do Mário Quintana. Pena que a gente não consegue aplicá-lo na nossa vida, mas bem que podemos tentar, né?

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser
magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos
conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar
pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente
apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes
inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você
pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um
parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente
quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem
pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que
saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de
criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o
estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está
alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se..
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não
se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la
e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e
não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso
coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

DIÁRIO DE UM QUARENTÃO NA ACADEMIA

Amigos, devo confessar que eu simplesmente detesto malhar. Ficar levantando peso, fazendo poses no espelho, pra conferir se tá ou não fazendo efeito na musculatura... O meu negócio é competição, movimento, muito movimento, e de preferência ao ar livre. Mas como foi um presente, não pude recusar.


Acabei de completar 45 anos. Minha namorada resolveu me presentar com uma semana de treinamento físico numa boa academia. Estou em excelente forma, mas achei boa idéia diminuir minha 'barriguinha'. Fiz a reserva com a 'personal trainner' Cida, instrutora de Aeróbica e modelo. Ela me pediu pra levar um diário e documentar meu progresso, que vem a seguir:

Segunda:
Com muita dificuldade levantei-me às 6 da manhã. O esforço valeu a pena. Cida parecia uma deusa grega: loira, olhos azuis, grande sorriso, lábios carnudos e corpo escultural. Inicialmente, Cida me fez um tour, mostrando os aparelhos. Comecei pela bicicleta. Ela me tomou o pulso, depois de 5 minutos e se alarmou, pois estava muito acelerado. Não era a bicicleta mas ela, vestida com uma malha de lycra coladinha. Desfrutei do exercício. Ela me motiva muito, apesar da dor na barriga, de tanto encolhê-la, toda vez que ela passava perto de mim.

Terça:
Tomei café e fui para a academia. Cida estava mais linda que nunca. Comecei a levantar uma barra de metal. Logo ela se atreveu a por mais pesos!!! Minhas pernas estavam debilitadas, mas consegui completar UM QUILÔMETRO. O sorriso arrebatador que Cida deu me convenceu de que todo o exercício valeu a pena... era uma nova vida para mim.

Quarta:
A única forma como consegui escovar os dentes, foi colocando a escova sobre a pia e movendo a cabeça para os lados. Dirigir também não foi fácil: esticar os braços para mudar as marchas era um esforço digno de Hércules, doía o peito e minhas panturrilhas ardiam toda vez que pisava na embreagem. Fisicamente impossibilitado, achei justo estacionar meu carro na vaga para deficientes físicos... Cida hoje estava com a voz um pouco aguda a essas horas da manhã e quando gritava me incomodava muito. Meu corpo doeu inteiro quando ela me colocou uma cinta para fazer escalada. Porquê 'catzo' alguém inventa um treco para se escalar quando há tempos já inventaram os elevadores? Cida me disse que isso me ajudaria a ficar em forma e desfrutar a vida... ou alguma outra dessas m. de incentivos.

Quinta:
Cheguei meia hora atrasado: foi o tempo que demorei para colocar os tênis. Cida estava me esperando com seus odiosos dentes de vampiro escroto. A desgraçada me colocou para trabalhar com os pesos. Quando se distraiu, saí correndo e me escondi no banheiro. Mandou um outro treinador filho da p. me buscar e como castigo, me pôs a trabalhar na máquina de remar... me lasquei!

Sexta:
Odeio a desgraçada da Cida. Estúpida, magra, anêmica, chata e feminista sem cérebro! Se houvesse uma parte do meu corpo que pudesse se mover sem uma dor angustiante, eu partiria no meio a vaca que pariu essa desgraçada xexelenta. Cida quis que eu trabalhasse meus tríceps... EU NEM SEI O QUE É ESSA P. DESSE TRÍCEPS !!! E se não bastasse me colocar o peso para que o rompesse, me colocou aquelas m. das barras... A bicicleta me fez desmaiar e acordei na cama de uma nutricionista, outra idiota com cara de mal comida que me deu uma catequese de alimentação, saudável, claro. P Q PARIU!!!!!!!!

Sábado:
A lazarenta da Cida me deixou uma mensagem no celular com sua vozinha de lésbica assumida, perguntando-me por que eu não fui. Só com a vozinha me deu vontade de quebrar o celular, porém como não tinha força suficiente para levantá-lo, desisti... Adoraria passar o dia vendo TV jogado na cama, mas quem disse que conseguia apertar os botões do controle remoto?

Domingo:
Pedi ao vizinho para ir à missa por mim agradecer ao bom Deus por essa semana que terminou. Também rezei para que o ano que vem minha namorada me presenteie com algo um pouco mais divertido, como um tratamento dentário de canal, um cateterismo ou até mesmo um exame de próstata.

ENTENDENDO A ALMA FEMININA: CONVIDANDO UMA MULHER PARA JANTAR


Mulher é complicadaaa? Imaginaaaaa... Mais uma da série Entendendo a Alma Feminina. Deve também ser lido pelas mulheres, para que digam se concordam ou discordam de algo, para posteriores correções, mas é principalmente dedicado aos homens que, como eu, amam uma mulher, e por isso sentem enorme prazer em desvendá-la. Mas isso é um aprendizado constante, meu amigo. É preciso anos e anos de “know-how”, de dedicação total. E com certeza, morrerei sem entendê-las, sem decifrá-las por completo, e é justamente esse mistério que nos fascina e atrai tanto. A mulher complica e é complicada por natureza. O que pra nós é banal e óbvio, pra elas é sofisma e paradoxo. Então, aproveite este depoimento esclarecedor de uma mulher, colhido através de uma entrevista, baseado em fatos reais, muito reais. Perdoem as palavras de baixo calão utilizadas pela depoente, em momentos de maior indignação (?) que eu propositalmente fiz questão de preservar no texto, com o objetivo de conferir autenticidade (confesso que as piores acabei suprimindo). Ao final da leitura, posso garantir que você vai estar pelo menos um pouco mais evoluído, em relação ao conhecimento da enigmática alma feminina. Ou apenas ainda mais assustado. Boa sorte.

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também pára de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés têm que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá m.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Dancei bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino.

OBS: Isso me emputece... Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na desgraça do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...

As mais caprichosas, além de fazer mão e
pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.
Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (macete: elas ficam inchadas depois de malhar).
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.
Aliás, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... LEITOA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma m. Se for um desses dias em que seu corpo está uma m. e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) OU é bonita, OU é confortável. Nunca as duas coisas.
Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se dane!’ Você veste a calcinha... Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele acabar vendo a minha calcinha?... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...' Muito p. da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas coisas mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.




Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Macete: Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar! Porque eu não dei o sapato? Caramba! Me custou muito caro! Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caramba. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito cocô para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.
Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' Começa a bater a ansiedade. Cada uma de nós lida de um jeito com ela.

Geralmente tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação, etc. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da p. liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'
Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico p..., PU. da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.
Se ferra aí! Não quero nem saber. Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a p. do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO... MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, p.'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio gay, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, minha amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Então, favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego ao jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa.............. ......... .......... ........... ........... .......... R$ 200,00

Lingerie.... ......... .......... ............ ........... ........ .........R$ 80,00

Maquiagem... ............ ............ ........ ......... ......... ....R$ 50,00

Sapato...... ........... ......... ......... ......... ....... .. ..........R$ 150,00

Depilação..... ......... ......... ......... ........... ....... ..... .....R$ 50,00

Mão e pé........... ............ ........ ........... .......... ...... ...R$ 15,00

Perfume..... .......... ........... ......... ......... ....... ... .......R$ 80,00

Pílula anticoncepcional. ......... ......... ...... ..............R$ 20,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que eles com a gente!



Por isto amigos, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher.

E então, amigo? Ta assustado? Aumentou ainda mais o teu trauma e as tuas dúvidas? Mudou de idéia e, pra não arriscar, vai sair com o amigo, mesmo? Só uma coisa: cuidado para não desmarcar, né? Hehehe...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PESSOAS PERFEITAS - Martha Medeiros

Eu sei que, daqui a pouco, este blog vai ser inteirinho da minha amiga Martha Medeiros, tantas são as postagens de sua autoria. Mas, o que posso fazer, se sou seu fã incondicional, e se concordo com cada linha que ela escreve? Vejam se tenho ou não razão:

Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está muito faceiro caminhando pela cidade, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta, mas, ao mesmo tempo excita, vai dizer que não? Assim também são as pessoas interessantes: TÊM FALHAS. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, onde tudo funciona e você quase morre de tédio. Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize. Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas, não ao ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha para dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou. Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser INSENSATAS, ligeiramente PASSIONAIS, demonstrar um CERTO DESATINO, ir contra alguns prognósticos, COMETER ERROS de julgamento e pedir desculpas depois, PEDIR DESCULPAS SEMPRE, para poder ter crédito e errar outra vez. Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar. Nunca deve-se deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades,
têm RACHADURAS INTERNAS, portanto podem surpreender.
Falhas. Agradeça as suas, que é o que HUMANIZA você, e nos FASCINA.




SÓ O AMOR, NÃO SUSTENTA A RELAÇÃO - Artur da Távola

Aos que não casaram,

Aos que vão casar,

Aos que acabaram de casar,

Aos que pensam em se separar,

Aos que acabaram de se separar.

Aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.

O AMOR É ÚNICO,

como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,

A SEDUÇÃO

tem que ser ininterrupta...

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia

SER ETERNA

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.

Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada,

RESPEITO.

Agressões zero.

Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver

BOM HUMOR

para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.

Tem que saber levar.

Amar só é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.

Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.

Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.

Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.

E que amar "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que

O AMOR É SÓ POESIA,

tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande, mas não são dois.

Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.

O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.


Um bom Amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!


Texto de:

ARTUR DA TÁVOLA


sábado, 6 de fevereiro de 2010

ESCUTATÓRIA - Rubem Alves



Outra do genial Rubem Alves, aqui das Minas Gerais...



Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade...
A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração..... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor...
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos..... Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades. Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado. Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência... E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar...
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.



"Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também pode crescer com os toques suaves na alma... Nada faz sentido neste mundo se não tocamos o coração de uma pessoa."

SENSATEZ: A DITADURA DA BELEZA - Herbert Vianna


Mais uma pérola do Herbert, pra vc curtir.

Cirurgia de lipoaspiração? Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda esta busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é saúde, outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos, não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. Cuide bem do seu amor, seja ele quem for.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

XENOFOBIA, O MAL DO NOVO SÉCULO: EUROPA ENCERRADA


Falo deste tema com a propriedade de quem nasceu em Portugal e passou sua infância em Angola. Apesar de meus pais terem saído do meu país para contribuir com o desenvolvimento de uma ex-colônia, muitos portugueses como nós, foram hostilizados ao retornar a Portugal, refugiados da guerra. Acusavam-nos, equivocadamente, de não se importarem com seu país, preferindo trabalhar para o progresso de outro. Esqueciam-se que era um país livre, onde todos têm o direito de imigrar para o país de sua preferência, tentando melhor sorte, sem que isso deva significar deserção ou falta de patriotismo. Afinal, sabe-se hoje, o mundo é um país. Sinto-me, portanto, à vontade para julgar que parece bastante hipócrita a tenacidade com que a Europa procura hoje evitar a chegada de imigrantes africanos, quando não são outra coisa que o resíduo patético das suas corridas coloniais de vários séculos.
Esperará por acaso a Europa que depois de séculos a saquear a África, despojando-a da sua cultura, dos seus recursos materiais e humanos, de injetá-la com a sua febre perniciosa de consumo, vai poder encarar o novo milênio como uma espécie de fortaleza artilhada e compacta em cujo interior todos são felizes enquanto que, no exterior, a fome e o desespero se alastram?
No conto de Edgar Allan Poe “A máscara da morte vermelha”, simboliza-se a futilidade da intenção do príncipe de se fechar no seu palácio a dar festas até que a peste passe. A morte acabou por entrar.
A Europa é rica graças, essencialmente, a tudo o que levou da África.
Por acaso esperam que os africanos famintos fiquem padecendo da miséria dos seus latrocínios enquanto as sociedades européias desfrutam dos altos níveis de qualidade de vida?
Acreditam, que é tolerável que quem os roubou, matou e violou centenáriamente venha a pontificar-se e a dar-lhes lições sobre moral internacional e direitos humanos?
Não se lembram, ingleses, dos massacres do Kenya ou dos despojos na Rodésia?
Não se lembram, franceses, o quanto roubaram em Dakar e na Costa do Marfim?

Não se lembram, alemães, dos campos de concentração na Namíbia e dos crânios do povo guerreiro dizimado que ainda conservam no Museu de Medicina de Berlim?
Não se lembram, belgas, das vossas atrocidades no Congo?

Não se lembram, portugueses, das vossas escavações depredadoras em busca do ouro de Angola, das vossas caçadas de escravos em Moçambique?

Não foi a vossa cobiça e a vossa vaidade ridícula, europeus, que regou com tanto sangue de crianças inocentes os diamantes da Serra Leoa?

E agora dão-se ao luxo de repelir estas barcaças de desesperados, de encerrar e de deportar os fugitivos que chegam às suas costas marítimas, porque até dão mau aspecto às suas glamorosas praias mediterrâneas.

Se a Europa fosse coerente com as suas próprias políticas de direitos humanos, teriam que acolher com os braços abertos todos os africanos e
pedir-lhes perdão por todas as ofensas,
oferecendo-lhes repartir aquilo que levaram das suas terras.
E o mais curioso, é que estes embandeirados pela angústia não pedem o que lhes pertenceria por direito.
Apenas pedem as migalhas de uma esmola, vender bugigangas nas praças, entregar jornais ou lavar automóveis... E mesmo assim não os querem…
É um espetáculo demasiado doloroso, demasiado triste que no centro da vossa grande civilização se mostrem os rostos obscuros das vítimas que o tornaram possível.
A vossa cegueira é admirável, a vossa hipocrisia é criminosa, a vossa baixeza é formidável.
Meditem longamente sobre o que estão a fazer, europeus.
Vós, que fizeram história, seriam demasiadamente estúpidos se esquecessem o que aprenderam.
Todo o poder de Roma não impediu a sua queda às mãos dos bárbaros famintos da Germânia e do Tártaro.

Toda a majestade da Bretanha se baixou sem atenuantes perante as massas hindus lideradas por um homenzito de aparência insignificante, mas com um grande coração.

Despertem do vosso sonho torpe e da vossa fantasia narcótica.

O mundo ruge desesperado à vossa volta.

Quanto mais tempo pensam que poderão fingir não ouvir?

A Europa deseja permanecer encerrada enquanto que uma África saqueada se desangra como a América Latina... Como o Oriente de segunda...
Não se pode aceitar que tanta beleza nas artes tenha surgido de corações tão duros...
Seguramente a Europa abrirá o seu coração, as suas portas...
Seguramente aprenderemos algum dia a tratar todos os seres humanos como iguais, porque se assim não for, estaremos aceitando os distintos genocídios ocorridos ao longo da história como feitos normais...

RECEITA FÁCIL PARA A PÁSCOA



BACALHAU COM CERVEJA

Quem não gosta de bacalhau, pode trocar por salmão, truta ou tainha.

Ingredientes:

Bacalhau em postas, azeite de oliva, azeitonas verdes, azeitonas pretas, pimentão, alho poró, cebola de cabeça, cebolinha, salsa, orégano, açafrão, manjericão, cominho, curry, alcaparras, champignon em rodelas, pimenta branca, batatas, sal, cerveja gelada e...

...MULHER.

Modo de Preparo:

Ponha a mulher na cozinha com os ingredientes e feche a porta. Beba a cerveja durante duas horas, depois peça para ser servido.

É uma delícia e quase não dá trabalho.




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ECOLOGIA: VERGONHA NA COSTA RICA

Como cidadão e ainda mais sendo ativista e sócio do Greepeace, não poderia deixar de denunciar aqui neste blog, mais este atentado absurdo contra o equilíbrio ecológico do planeta. Para um país que se diz eminentemente turístico, a Costa Rica está a mil anos luz de uma consciência ecológica mínima, especialmente das suas crianças, que são coadjuvantes no mesmo crime. O baixo grau de desenvolvimento econômico e cultural de um país, não pode justificar tais atos, em pleno 2010. É gritante o abismo que separa os países, mesmo desenvolvidos, em relação à consciência ambiental. No Japão se mata baleias indiscriminadamente, na Antártica, focas, na África, elefantes pelo marfim e enquanto isso, no Brasil, um velhinho aposentado da roça é multado em R$10 mil por manter dois canarinhos na gaiola. Não quero dizer que o Brasil esteja errado em ter legislação ambiental tão rigorosa, mas no mínimo, algo deveria ser feito para equilibrar isso a nível mundial.













A venda dos ovos serve como fonte de renda a comunidades pobres da região litorânea. Vamos divulgar. É preciso fazer algo urgente.