segunda-feira, 12 de abril de 2010

APRENDENDO COM O MELHOR AMIGO


Se um cachorro fosse o seu professor, você aprenderia coisas assim: Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro. Nunca perca uma oportunidade de ir passear. Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto. Mostre aos outros que estão invadindo o seu território. Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar. Corra, pule e brinque todos os
dias. Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem. Não morda quando um simples rosnado resolve a situação. Em dias
quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo. Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado, volte e faça as pazes novamente. Aproveite o prazer de uma longa caminhada. Se alimente com gosto e entusiasmo. Coma só o suficiente. Seja Leal, Fiel e Verdadeiro. Nunca pretenda ser o que você não é. E o MAIS importante de tudo... Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar. A amizade verdadeira não aceita imitações!!! E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL! Pense nisto, que lições você aplicaria nas suas atitudes todos os dias.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

PELAS VÍTIMAS DO RIO DE JANEIRO


Quando pensamos que já vimos de tudo, acontece conosco uma tragédia assim. Que nossos irmãos recebam do Pai conforto e esperança. Nada é por acaso e já não podemos ignorar tantos sinais. Acredito que estamos vivenciando, já há algum tempo, um momento de regeneração e depuração, do planeta e da própria raça humana e ainda mais tragédias coletivas estão por vir. Faz-se necessária ajuda material e espiritual. O momento é de reflexão e oração.

PAI NOSSO...

Se em minha vida não ajo como filho de Deus,

fechando meu coração ao amor.

Será inútil dizer :

PAI NOSSO

Se os meus valores são representados

pelos bens da terra.

Será inútil dizer :

QUE ESTAIS NO CÉU

Se penso apenas em ser cristão por medo,

superstição e comodismo.

Será inútil dizer :

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME

Se acho tão sedutora a vida aqui,

cheia de supérfulos e futilidades.

Será inútil dizer :

VENHA A NÓS O VOSSO REINO

Se no fundo o que eu quero mesmo é que

todos os meus desejos se realizem.

Será inútil dizer :

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE

Se prefiro acumular riquezas,

desprezando meus irmãos que passam fome.

Será inútil dizer :

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE

Se não importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho.

Será inútil dizer :

PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS,

ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS

A QUEM NOS TEM OFENDIDO

Se escolho sempre o caminho mais fácil,

que nem sempre é o caminho do Cristo.

Será inútil dizer :

E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO

Se por minha vontade procuro

os prazeres materiais

e tudo o que é proibido me seduz.

Será inútil dizer :

LIVRAI-NOS DO MAL...

Se sabendo que sou assim,

continuo me omitindo

e nada faço para me modificar

Será inútil dizer :

AMÉM.

DO ALTO VEM A LUZ QUE ILUMINA, PROTEGE, AJUDA, CONFORTA E TRAZ ESPERANÇA.

terça-feira, 23 de março de 2010

MULHERES NUAS COISIFICADAS (Martha Medeiros)

Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. Nunca vi tanta mulher nua. Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas. O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa. E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar,
mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos. Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade… emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.

É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos. Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que esperava-se com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo - pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo. Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência.Escadas servem para descer também.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.

NEM TUDO QUE É LEGAL É MORAL- A MORAL TAMBÉM É CEGA E FOI ATIRADA DO 6º. ANDAR



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Triste profissão esta, em que o advogado pode compactuar com o assassino, sob a burca do dever profissional, em troca de vantagens financeiras, prestígio e holofotes.
Já escrevi, no calor do crime, em 2008, dois artigos sobre este assunto, mas não pude deixar de me manifestar novamente, agora na ocasião do tão esperado júri popular. Devo admitir que não esperava que o casal fosse mantido preso, durante todo o tempo em que aguardava o julgamento, a despeito dos inúmeros pedidos e recursos da sua defesa. Talvez nem tudo esteja perdido, pois me parece que há inúmeros promotores e juízes que ainda prezam pela moral e pela justiça. Mas, diante da repercussão e do desenrolar do caso Isabela (onde o advogado de defesa solicitou à justiça – e foi negado pelo juiz - que o julgamento fosse transmitido ao vivo e, segundo consta, utilizará até cenouras e beterrabas para contra-argumentar que o reagente que detectou sangue no apartamento - utilizado nos principais países do mundo - reage da mesma forma a estes legumes), vemos que a argumentação da defesa se resume em tão somente desqualificar sistemáticamente os laudos e as provas, baseando como único e último recurso, toda a estratégia, na existência delirante de uma terceira pessoa que cometeu o crime e somos forçados a questionar os verdadeiros valores morais que norteiam a nobre profissão de advogado. Não quero generalizar, pois há inúmeros bons advogados, norteados pela moral e pela ética, mas, infelizmente, poucos destes se destacam e são reconhecidos entre os melhores e raramente os encontramos sob os holofotes. Julgo que para esta categoria, ainda mais importante que o exame da OAB, seria o Código de Ética, como os médicos e outros profissionais têm. Ao defender um assassino, muitas vezes confesso, deveriam se limitar a fazer apenas o possível pra diminuir sua pena, e nunca acobertá-lo, compactuando com ele e encorajando-o a mentir, pois desse modo, certamente um inocente pode ser condenado. A lei também poderia prever algum tipo de punição para advogados como estes, “profissionais” que apesar de já terem ouvido a confissão dos clientes, e com todas as evidências, insistem em defender a sua “inocência”, com argumentos indefensáveis, absolutamente vazios e frágeis em seu teor, aproveitando-se muitas vezes, de pequenas falhas na investigação. Se um cidadão comum pode ser punido por obstruir a lei e confundir uma investigação, porque um advogado que sabe que seu cliente é culpado, e o incentiva a mentir como estratégia, também não pode ser? A Lei de Responsabilidade Profissional e Penal para estes “profissionais”, a meu ver, poderia ser uma solução. Sei que a minha ponderação pode parecer absurda, vinda de um leigo delirante, mas acredito que, nos casos em que o réu for julgado culpado, ficando comprovado que o advogado foi conivente e compactuou com a farsa, tentando enganar, não só o juiz, como toda a sociedade, este deveria, por exemplo, cumprir pena proporcional a 1/3 em regime equivalente. Uma lei como esta, sem dúvida, inibiria ações que possuem como único objetivo, confundir o tribunal do júri e os jurados, beneficiando seus clientes, às vezes culpando um real inocente e em conseqüência ainda laurear-se pelo feito. Apesar dos réus terem substituído seu corpo de advogados, por motivos que desconheço, numa análise superficial, vemos que a sua situação é extremamente confortável. Diante do que se apresenta, cada ano a menos na pena, que os réus possam obter como condenação, será uma vitória. Se conseguir uma absolvição então, será decretado herói – ao menos pelos seus nobres colegas. Afinal, se neste Brasil temos BBBs heróis, advogados “competentes” assim também o podem ser. E esta hipótese nem é tão remota, pois já vi comentaristas renomados afirmarem que não há nada nos laudos que seja conclusivo a ponto de condenar o casal. E, inconclusivo por inconclusivo, toda a argumentação da defesa se baseia na existência de uma terceira pessoa. Então porque não tentar? Além do mais, “in dúbio, pro reo”. Independente da culpa ou não dos réus, neste caso o advogado tem poucas alternativas de defesa. Pode-se atribuir insanidade ao casal, por uso de alguma droga ou medicamento? Não. Pode-se alegar surto psicótico e distúrbios mentais? Não. O que resta então? Ou a menina se jogou ou uma terceira pessoa a matou. Óbvio que a primeira possibilidade está descartada, então o que restou? Os competentes “doutores”, tentam desde o princípio, convencer o júri e a sociedade, da existência de uma terceira pessoa na cena do crime, o que inocenta o pobre casal, que já está sofrendo cárcere há dois anos, sem que ninguém respeite a sua dor, já que também são vítimas, por perderem de forma tão trágica, a filha e enteada que tanto amavam. Vejamos a seqüência possível dos acontecimentos, segundo a defesa, deixando de nos ater, por hora, ao depoimento de testemunhas, já que são somente auditivas e podem ser facilmente desqualificadas, bem como o restante dos laudos e evidências que, por sua fragilidade, carecem de consistência e confiabilidade, já tendo, por esse motivo, a defesa, devidamente abalizada pelo abastado genitor do pai, contratado o dispendioso trabalho de peritos particulares, encomendando novos laudos e contraprovas que desacreditam a investigação policial, recheada de falhas e incoerências, dirigida equivocadamente, tão somente de maneira monofocal. Deste modo, segundo os nobres doutores, baseados tão somente nos detalhes dos laudos finais da perícia, é absolutamente factível, que o “assassino terceira pessoa”, tenha entrado no prédio e subido ao apartamento, sem ser visto pelo porteiro ou moradores, com uma cópia da chave, entrando sem deixar vestígios. Uma vez dentro do apartamento, ficou esperando escondido, já sabendo que o pai subiria sozinho com a menina dormindo no colo, a colocaria na cama do seu quarto, e desceria em seguida, para subir com a mulher e os outros dois filhos, que esperavam na garagem, o que daria ao “assassino terceira pessoa” pouco mais de 5 minutos para efetuar a seqüência seguinte, até que o pai voltasse com o resto da família. Depois que o pai desceu, apagando todas as luzes e trancando a porta, o “assassino terceira pessoa” acendeu todas as luzes, vestiu a camiseta e os chinelos do pai, foi até o quarto da menina, levou-a até à sala, golpeou-a na testa (provavelmente com a chave “tetra” extraviada do apartamento), fazendo-a sangrar, e estancou-lhe o sangue com uma fralda. Em seguida, colocou-a no colo, foi até próximo da porta de entrada, retirou a fralda, e começou a andar com ela pela casa, pingando sangue pelo chão em diversos lugares. Depois, colocou-a no chão, e começou a esganá-la com mãos femininas por diversas vezes. Largou-a no chão, encostada no sofá, provavelmente julgando estar morta e dirigiu-se à cozinha, onde sabia que encontraria uma tesoura, com a qual, indo ao quarto dos irmãos (cuja janela ficava sobre o gramado e não sobre o piso de granito, como a do quarto da menina), cortou a rede de proteção, fazendo um orifício suficiente para atirar o corpo. Voltou à sala, pegou a menina no colo novamente, já desmaiada e, subindo na cama, atirou-a pela janela, através do buraco na tela, tomando o cuidado de soltá-la de pé, segurando por último em seus pulsos, soltando um de cada vez. Depois, guardou a tesoura na cozinha novamente e começou a lavar algumas marcas de sangue no local, bem como a fralda utilizada antes, pendurando-a no varal para secar. Sem deixar o menor vestígio ou indicio da sua presença em nenhum lugar do apartamento, em seguida o “assassino terceira pessoa” saiu tranquilamente, sem roubar nada, tomando ainda o cuidado de trancar novamente a porta, saindo do prédio, mais uma vez sem ser visto pelos pais da menina, pelo porteiro ou por qualquer outro morador. Tudo isto em pouco mais de 5 minutos e não sem antes, de alguma forma, devolver a camiseta e o chinelo utilizados. Ao voltarem ao apartamento, e sem nada verem de anormal no trajeto, o pai, a madrasta e os dois filhos, ao abrirem a porta (trancada), depararam-se com a cena dantesca, percebendo que a menina havia sido jogada pela janela. Na primeira reação de desespero, ainda no apartamento, resolveram utilizar o telefone fixo para ligar imediatamente para o genitor do pai, informando o ocorrido, já que julgaram de menor importância chamar primeiro o resgate e a polícia. Ora, somente pessoas desprovidas de um dos hemisférios cerebrais - certamente o esquerdo, que rege a razão - podem imaginar verossímel esta versão, armada cuidadosamente pela defesa e dada pelos pais, que desde o princípio não demonstraram qualquer revolta ou abalo emocional, como seria comum numa situação como esta, se realmente fossem inocentes. É pertinente imaginar também, que se o casal realmente fosse inocente, os advogados e o genitor e avô da menina, despenderiam seus consideráveis recursos em realmente provar a existência dessa terceira pessoa e até mesmo empenhariam seus esforços para localizá-la, ao invés de se dedicarem integralmente a desacreditar sistemáticamente as provas da acusação e os laudos dos peritos, usando de todos os subterfúgios possíveis para adiar o julgamento “Ad Eternum”. Se existisse realmente esta terceira pessoa, pelos recursos financeiros envolvidos e pelo prestígio da família Nardoni, ela certamente já teria sido localizada, pela polícia – que não é boba e é altamente competente e eficaz (quando quer) - ou por investigadores particulares, se fosse necessário. Imagine, caro leitor, se fosse com você, se tivessem matado sua filha de uma forma tão brutal e estivessem te acusando injustamente, qual seria sua reação? Certamente se revoltaria e, indignado, moveria céus e terra para provar sua inocência, ao invés de permanecer com esta cara de pastel o tempo todo. Qualquer pessoa normal que olhe para este casal vê dissimulação e culpa estampada na sua testa. Não seria preciso nem julgamento, armar um verdadeiro circo, um espetáculo, gastando uma fortuna do dinheiro público pago por nós, apenas para oficializar o que já sabemos desde o primeiro instante e fazer a tão esperada justiça. Desta forma, parabenizo a brilhante e competente equipe de advogados do casal, competentes “doutores” que me fazem imaginar, entre outras coisas, que se tivessem defendido também os assassinos do menino João Hélio, teriam argumentado de imediato, que tudo foi acidental, que o menino ficou preso ao cinto por uma fatalidade, e que eles rodaram por quilômetros arrastando o menino pelo asfalto, simplesmente porque não perceberam nada, já que o barulho do trânsito em S. Paulo é imenso. Mas como, felizmente, os bandidos eram pé-de-chinelo da periferia e não tinham sobrenome ou título de “doutor”, é óbvio que não contaram com os valorosos préstimos de nenhum “competente” advogado, e foram presos imediatamente, sem direito a qualquer recurso, artimanha, contra-laudo, ou qualquer entendimento das entrelinhas da lei que, teoricamente, deveria ser igual para todos. Aproveito e convido então estes competentíssimos profissionais a usarem esta estratégia estupenda, na defesa do menino de 12 anos que está praticamente sendo condenado à prisão prepétua lá nos EUA, por ter assassinado a madrasta. Será que se dariam bem? Onde estão também os defensores dos direitos humanos e principalmente dos direitos das crianças e adolescentes, que logo aparecem num caso assim pelo mundo? Ah, bom, é nos EUA, né? Entendi. É chocante? É polêmico? Segundo as estatísticas, leis assim não diminuem a criminalidade? Pode ser, mas, apesar de tudo isso, eu duvido que alguém que está pensando em cometer um crime assim, ao ver um menino de 12 anos sendo condenado a pena perpétua, por mais doido que seja, não pense duas ou três vezes antes de cometê-lo, afinal, é o exemplo que melhor educa o homem. No Brasil, é muito fácil: vejam o caso do Glauco. Ta na cara que o rapaz, de classe média alta, vai ser declarado insane e ter sua pena atenuada, ou por uso de drogas ou pelo consumo do chá, que já está sendo utilizado como bode expiatório. Afinal, os doutores já estão “trabalhando” na melhor estratégia. Vejam o caso da alemã morta no Brasil pelos próprios sogros e marido, pra receber o seguro feito antes de saírem da Alemanha. Porque será que premeditaram cometer o assassinato aqui e não lá? Vejam a incoerência do caso da pensão alimentícia, que prende, sem direito a qualquer recurso, benefício ou artifício, quem não conseguiu pagar. Se a finalidade, como diz a lei, é não deixar os filhos morrerem de fome, de que adianta prender o cidadão, algumas vezes miserável, que ficará 30 dias sem trabalhar? Isto quando em alguns casos já não está desempregado. Isto dará comida aos filhos? Esta é a justiça brasileira. Que lição tiramos disto? Esganar e jogar o filho pela janela pode. Vem logo um advogado e requere um Hábeas Corpus, agora, se deixar de pagar pensão, não importa o motivo, aí já era, sem chance. Completa inversão de valores. Infelizmente, acho que ainda temos muito que caminhar e muitas Isabelas e Glaucos pra enterrar neste Brasil, antes que alguma coisa verdadeiramente eficaz seja feita com relação às nossas leis e à quantidade de brechas, entrelinhas, apelações e adiamentos, fruto do trauma da ditadura e sua tortura, que deixou chagas irreparáveis neste país. Ongs de todos os tipos só se preocupam com os direitos dos bandidos em detrimento do cidadão honesto que teve a família assassinada. Este medo do cerceamento aos direitos básicos e a ânsia em preservá-los é salutar, mas por outro lado, nos deixou como herança toda esta libertinagem travestida de liberdade, o que também é extremamente perigoso. E enquanto isso, casos como este servem de estudo para inúmeros estudantes de direito de todo o país, que já estão sendo devidamente talhados e moldados na profissão, certamente aprendendo muito mais com a heróica e inteligente defesa do que com a insistente e modorrenta acusação, onde peritos e legistas e seus laudos são sistemáticamente questionados e desmoralizados. Será então que a moral e as leis que a defendem, são diferentes nos EUA, na Alemanha e no Brasil? Pois é, nobres doutores, realmente há advogados e advogados, há leis e leis, porém NEM TOTUS QUIS FORENSIS EST MORAL. Nem tudo que é legal, é moral.

quarta-feira, 10 de março de 2010

SOLIDÃO


No mundo há Mais de seis bilhões de pessoas.

Algumas estão fugindo assustadas.

Algumas estão fugindo pra casa.

Algumas dizem mentiras pra suportar o dia.

Outras estão somente agora enfrentando a verdade.

Alguns são maus indo contra o bem.

E alguns são bons, lutando contra o mal.

Seis bilhões de pessoas no mundo.

Seis bilhões de almas...

E no entanto, às vezes, tudo que nós precisamos é de apenas uma...

DESIGUALDADE SOCIAL

Quando seu filho perguntar por que tem que estudar, trabalhar e ganhar muuuuito dinheiro... Mostre essa foto a ele.

terça-feira, 9 de março de 2010

IMPERADOR: ADRIANO MAIS UMA VEZ SE ENVOLVE EM CONFUSÃO POLICIAL POR CAUSA DA BEBIDA E ADMITE QUE PRECISA DE AJUDA

Infelizmente é isto que se valoriza no Brasil... Pela imprensa e pelo povo... Quantos paradoxos, quanta inversão de valores... Exemplo de comportamento zero, mas o salário... Que belo exemplo para os nossos jovens, já tão desprovidos de conceitos morais e objetivos...


"SE O ADRIANO TIVESSE UM COMPORTAMENTO EXEMPLAR, CERTAMENTE ESTARIA NA EUROPA ATÉ HOJE..." Andrade, técnico do Flamengo, em 07/03/10.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CULINÁRIA: FRANGO COM WHISKY

Mais uma da seção Culinária, pra vc. Muito boa receita, eu já fiz e deu super certo. Ótima pra fazer em dias de festa.


RECEITA DE FRANGO COM WHISKY

Ingredientes:


- 01 garrafa de whisky (do bom claro!)
- 01 frango de aproximadamente 02 quilos
- sal, pimenta e cheiro verde a gosto
- 350 ml de azeite de oliva extra virgem
- 100 g de nozes moídas

Modo de preparar:

- pegue o frango;

- beba um copo de whisky;

- envolver o frango e temperá-lo com sal, pimenta e cheiro verde a gosto;

- massageá-lo com azeite;

- Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos;

- Sirva-se de uma boa dose (caprichada) de whisky enquanto aguarda;

- Use as nozes moídas como 'tira gosto';

- Colocar o frango em uma assadeira grande;

- Sirva-se de mais duas doses de whisky;

- Axustar o terbostato na marca 3, e debois de uns vinch binutos, botar para assassinar. - digu: assar a ave;

- Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora, formar abaertura egontrolar a assadura do frango;

- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose sarada de whisky;

- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, voda-se o vrango;

- Deixáááá o filho da buta do pato no vorno por umas 4 horas;

- Tentar retirar o vrango do vorno. Num vai guemar a mão, garaio!

- Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro... de você, é claro;

- Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu;

- Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da buta com o bano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois avinal você nem gosssssssssta muito dessa bosta mesmo;

- Tá Bronto bra zervir! Hic!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MULHERÃO

Um dos meus vídeos favoritos... Pura reflexão... Enquanto isso, inúmeras "mães" abandonam seus filhos saudáveis em lixeiras, em rios, em esgotos...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

FILHOS DA INSENSATEZ: ANALFABETOS DA MÍDIA




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“Haverá maior solidão do que a ausência de si?” Clarice Niskier, em "A Alma Imoral"
FILHOS DA INSENSATEZ: ANALFABETOS DA MÍDIA
Existem os olhos, e existe o olhar...
Os apresentadores do Jornal Nacional e do Fantástico fazem pose de preocupados quando o assunto é aquecimento global e crise ambiental, porém, a mídia televisiva, mais do que qualquer outra, estimula incessantemente o consumismo, e quão pouco faz para conscientizar...
Troque de carro.Troque de tevê. Mude para nossa operadora, temos os melhores planos. Beba mais cerveja. Troque de celular,etc, etc, etc...(24 horas por dia, 7 dias por semana).
Não estranhe se amanhã, na abertura do Jornal Nacional, anunciarem o velório da coerência: “Consumo, logo existo.” Na sociedade consumista, quem não consome não existe.Triste tempo o nosso... William Bonner equiparou o telespectador do Jornal Nacional a Homer Simpson, um sujeito preguiçoso, burro, que adora ficar no sofá, assistindo tevê, comendo rosquinhas e bebendo cerveja, e que só dá mancadas na vida.
O mais preocupante, porém, não é o fato de termos como editor chefe e apresentador do maior telejornal do país alguém que nivela milhões de telespectadores com “Homer Simpson”... A pergunta que devemos nos fazer é: E se William Bonner tiver razão? Como foi que alcançamos tal condição, e a quem interessa que continuemos assim...? A televisão amolece o corpo, a televisão amolece o espírito.
No Brasil, segundo o Ibope, as pessoas vêem, em média, cinco horas de tevê por dia. Até quando vamos prolongar nosso passivo imobilismo, nossa paralisante apatia? O sonho dos atuais diretores televisivos é ter como audiência uma imensa massa acrítica, sem uma real capacidade de análise. Um público que não pensa, que não questiona, que é facilmente manipulado, que compra quando e o que lhe mandam comprar.
Por lei, as emissoras são obrigadas a incluir programas educativos na sua programação. Porém, tais programas são relegados a horários de pouquíssima audiência. Globo Ciência e Globo Ecologia passam, por exemplo, de manhã, quase de madrugada, a partir das 6:30h. A educação leva a um consumo consciente, diminuindo o faturamento das emissoras. Quanto mais se anular o “sujeito pensante”, maior o lucro imediato...
Beba com moderação... Países desenvolvidos vêm estabelecendo políticas restritivas para anúncios de bebidas alcoólicas, inclusive cervejas, preocupados com a saúde da população em geral e dos jovens em particular. Tais restrições ocorrem pela simples e óbvia valorização da vida... De acordo com Gilberto Dimenstein, uma série de estudos demonstra que, no Brasil, os jovens bebem cada vez mais e, ainda por cima, começam mais cedo. É simplesmente risível imaginar que eles teriam mais cautela apenas ouvindo aquela rápida frase de alerta depois do sensualíssimo anúncio com mulheres estupendas.
Segundo levantamento realizado pela PUC/RS, os acidentes de trânsito, nas estradas e nas vias urbanas, resultam em mais de 80.000 mortes por ano no Brasil.
De acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos metade destes acidentes estão relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas. Embriague-se com moderação...
E o que dizer de Pedro Bial, quando se dirige aos participantes do Big Brother, chamando-os de “nossos heróis” e “nossos mártires”? Quão deturpados os conceitos de heroísmo e martírio transmitidos. A que ponto chegamos...
Vejamos, por exemplo, uma escola pública localizada no sertão pernambucano. Não há acabamento nas paredes. O banheiro está interditado. Há um ano sem merenda escolar. Não seria mais sensato qualificar de heróis e mártires os nossos professores...?
Eles que, quase sem nenhum reconhecimento, e em condições tão adversas, tentam manter acesa a chama do saber e do conhecimento, muitas vezes obrigados a percorrer longas distâncias a pé para chegar à sala de aula... Heróis e heroínas são também os pequeninos alunos com seus chinelos gastos.
Meu caro Bial, sugiro que junte a produção do BBB, e vão assistir ao documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, do diretor João Jardim, que aborda a situação da educação no Brasil. É o mínimo que formadores de opinião deveriam fazer...
Esta situação ocorre tanto no sertão nordestino, como nas periferias de qualquer capital... Quem sabe o próximo “reality show” possa mostrar a dura realidade de muitos professores e alunos da rede pública. Aí sim teríamos um show de realidade...
Enquanto em outros países o formato “reality show” vem perdendo espaço, no Brasil continua ocupando o horário nobre, o que prova a competência dos marqueteiros globais. Um programa fútil, vazio, totalmente desprovido de qualquer princípio ético, e que instituiu a fofoca em escala nacional. A Rede Globo já comprou os direitos de transmissão do BBB até o ano 2011.
E o que dizer das festas promovidas pela produção do Big Brother? Que belo exemplo são para os nossos jovens: “Bebam para serem felizes, para promoverem farras sexuais”. Obrigado, Rede Globo.
Segundo a Folha de S. Paulo, “Admitir ver o ‘Big Brother Brasil’ significa cada vez mais confessar uma falha de escolaridade, passar recibo de fútil, solitário, imaturo, ‘low class’. Nunca deu status para ninguém acompanhar esse programa. Só queima o filme. Fuja de gente viciada nisso.”
Já foi dito que o teatro é a arte do ator, o cinema, a arte do diretor, e a televisão, a arte do patrocinador. A televisão funciona como um intermediário entre a agência de propaganda, que quer vender o seu produto, e a audiência, o telespectador. A tevê existe por causa do intervalo. Enquanto professores e escolas se esforçam para formar cidadãos, a televisão fabrica consumidores.
A guerra pela audiência, como toda guerra, é covarde e suja. E na guerra pela audiência, como em qualquer guerra são as crianças as principais vítimas...
Segundo o professor da USP, Valdemar Setzer, a televisão foi a maior tragédia que aconteceu à humanidade, e não tem comparação com nenhuma guerra. A televisão mata a imaginação e leva ao estado hipnótico. Na tevê não há aprendizado, há condicionamento.”
Em outubro, mês das crianças, o valor gasto no Brasil em publicidade dirigida ao público infantil foi de aproximadamente R$ 210 milhões. Neste mesmo período, foram investidos no Programa Federal de Desenvolvimento da Educação Infantil (FNDE) cerca de R$ 28 milhões.
É portanto inegável, que a televisão transforma crianças da mais tenra idade em consumidores. Leia a seguir trechos do depoimento de uma jovem mãe, publicado recentemente no jornal Folha de São Paulo:
“Às vezes, chego até a achar que ele está de sacanagem - mas não, aos quatro anos e meio, as crianças ainda não dominam um recurso como o sarcasmo. É que meu filho, quando vê televisão, fica muito atento aos anúncios e, ao final de cada um, declara: "Quero um desses". Sua afirmação é tranqüila, em tom de voz normal, mas é a inequívoca expressão de uma vontade. Há variações. Quando o objeto em questão é escancaradamente "de menina", na profusão de rosas e lilases e florzinhas e babados, ele faz o reparo: ‘Mas se tiver ‘de menino'. Quando isso começou, o pai eu demos explicações simplificadas sobre orçamento doméstico ("não dá para comprar tudo o que vemos"), e, claro, nos afligimos com o impacto brutal da propaganda sobre a nossa criança... A cada interrupção de seus desenhos, continua a fazer seu catálogo mental, um rol infindável de desejos: - o tênis com rodas, armas poderosas de super-heróis inacreditáveis (‘mamãe, você sabe que com isso vira Power Ranger de verdade?’), mais tocadores de MP3, celulares (‘mamãe, isso é de criança? Se for, eu quero’), videogames e até títulos de previdência privada anunciados como se fossem pirulitos. Não há refúgio: até mesmo nos canais pagos com preocupações ditas educativas, a disputa pela hora em que a criança formula o desejo de ter algo que precisa ser comprado pelos pais é implacável. Por ora, suponho, tenho sorte. Nos ajeitamos lá em casa, mas não sei até quando esse armistício dura...”
Especialistas em comportamento infantil têm constatado mudanças significativas provocadas pela exposição massiva e precoce à publicidade. Segundo constatado, dentre as primeiras palavras pronunciadas, as primeiras intenções de transmitir uma mensagem verbal, já aparece a palavra “compra”...
Pesquisa realizada com crianças de nove anos de idade, de escolas particulares da cidade de São Paulo revelou que elas trocam, em média, seus aparelhos celulares a cada seis meses, por novos lançamentos. Este consumismo desenfreado, que nos tem conduzido à iminência de um colapso ambiental, é apenas um dos efeitos maléficos da televisão. Bens materiais perderam seus valores intrínsecos, passando a ser vistos como objetos de ostentação. Será que uma criança de nove anos tem necessidade de um aparelho celular? E aqui não podemos isentar de culpa a figura dos pais, que a cada dia perde mais respeito e autoridade perante os filhos que deviam educar e orientar, muito mais do que apenas “comprar” com presentes e vontades, para compensar a ausência cada vez maior e tentar amenizar a culpa na consciência, sempre com a velha desculpa pronta: “não quero jamais que meus filhos passem pelas mesmas dificuldades por que passei.”
Lembre-se ainda de que o exemplo é o mais forte dos ensinamentos. Não podemos restringir o tempo de televisão de nossos filhos sem reduzir o nosso próprio.
Além do que, a cultura comercial e consumista é ruim para as crianças, e também para nós adultos: ao protegê-las, poderemos também nos libertar.
Diante da tevê, o telespectador está fisicamente inativo. Dos seus sentidos, trabalham somente a visão e a audição, mas de maneira extremamente parcial. Os olhos, por exemplo, praticamente não se mexem. Os pensamentos estão praticamente inativos: não há tempo para raciocínio consciente e para fazer associações mentais, já que a atividade cognitiva está muito lenta. Isso ficou provado em pesquisas sobre os efeitos neurofisiológicos da tevê. O eletro encefalograma e a falta de movimento dos olhos de uma pessoa vendo televisão indicam um estado de desatenção, de sonolência, de semi-hipnose. O piscar da imagem, os estímulos visuais exagerados e contínuos, e a passividade física do telespectador, especialmente seu olhar fixo, fazem com que o cenário seja semelhante a uma sessão de hipnose.
Na leitura é preciso produzir uma intensa atividade interior: num romance, imaginar o ambiente e os personagens; num texto filosófico ou científico, associar constantemente os conceitos descritos.
A tevê, pelo contrário, não exige nenhuma atividade mental: -as imagens chegam prontas, não há nada para associar. Não há possibilidade de pensar sobre o que está sendo transmitido, porque as velocidades das mudanças de imagem, de som e de assunto impedem que o telespectador se concentre e acompanhe a transmissão conscientemente.
Tudo isso significa que o telespectador está num estado de consciência que têm os animais quando não são atraídos por uma atividade exterior (como caçar, prestar atenção em um possível perigo, procurar alimento, etc.).
Infelizmente, a televisão vem ocupando um crescente papel na transmissão dos caminhos da infância. As emissoras e os anunciantes assumiram tal incumbência pensando somente no seu próprio lucro imediato, e não nas crianças ou no futuro da nação.
Além de condicionar um consumismo desenfreado, estudiosos listam, ainda, dentre as influências maléficas da televisão:
- sobrecarga sensorial, sendo que a tevê hiperestimula o cérebro e faz com que se perca o costume de prestar atenção em atividades que exigem uma concentração maior, tais como ler, jogar xadrez ou assistir às aulas;
- indução a comportamentos violentos;
- desencadeamento de uma sexualidade prematura, artificial e doentia.
Portanto, tente seguir ao máximo estas indicações:
- Limite sua própria permanência frente à televisão. Dê um bom exemplo através de sua moderação e discriminação ao assistir programas;
- Torne-se um alfabetizado na mídia, avaliando criticamente a programação e as publicidades veiculadas;
- Não transforme a tevê no ponto central da casa. Evite colocar a tevê no lugar mais importante;
- Não acostume seus filhos ou a si próprio a somente dormir com a tv ligada, como um abajour. Isso causa um condicionamento perigoso, que fará com que só durmam nessa situação;
- Ligue a tevê somente quando houver algo específico que você decidiu que vale a pena assistir;
- E por fim, o óbvio: evite usar a televisão como se fosse uma babá para seus filhos.
Maria Teresa Rocco, professora da Faculdade de Educação da USP e estudiosa da televisão há mais de 20 anos, aconselha uma exposição diária de, no máximo, 45 minutos.
Se atentarmos para o fato de que a criança brasileira passa em média cinco horas por dia em frente à tevê (Ibope), quanta influência da mídia ela sofre?
Troque de carro, troque de celular, mude de operadora, temos os melhores planos,
beba mais cerveja... Descontos de arrepiar! Não deixe passar! É para zerar! Venha correndo aproveitar!
Compre! Beba!
Schwarzenegger, Van Damme, Stallone, Chuck Norris, Steven Seagal
E agora, os gols de Tuna Luso e Itumbiara pela “série C” do campeonato brasileiro.
Deborah Secco de calcinha e sutiã dá recorde de audiência à novela "Paraíso Tropical”
De segunda a sexta, TV Globinho, Mais Você, Vídeo Show Vale a Pena Ver de Novo (será que vale mesmo?), Sessão da Tarde, Malhação, Novela das seis, Novela das sete, Novela das oito, Casseta e Planeta, Tela Quente, Futebol, Linha Direta... Propagandas, Propagandas, Propagandas, Compre, Beba, Consuma, Exista.
E chega mais um domingo, e o que já era ruim consegue a proeza de piorar ainda mais...
E não perca! Depois dos reclames do Plim-Plim, as vídeo-cassetadas do Faustão... Pancadas que ferem, tombos que machucam...
As alfinetadas, as chineladas... Divirta-se com os comentários cruéis e venenosos do Faustão,
o riso que se compraz com a humilhação do próximo, a cultura do escárnio...
Como dizia Millôr Fernandes, “O ser humano ainda não tinha aprendido a amar o próximo e já tinha inventado a televisão, que ensina a desprezar o distante.”
E no horário nobre: Com a “Dança do Poste” de Flávia Alessandra, “Duas Caras” alcança 40 pontos no ibope pela primeira vez.
E no nobre horário: “Zorra Total”. O segundo programa mais assistido pelo público infantil...
Propagandas, Propagandas, Propagandas, Compre, Consuma, Possua...
O quê??? O teu suado dinheiro acabou? Já não dá mais pra comprar o que te anuncio, - supérfluos itens consumistas?
“Quem disse que não dá? Venha correndo pegar dinheiro emprestado! Na Fininvest dá!”
Endivide-se, perca noites de sono por conta de dívidas e credores, enriqueça os agiotas.
O Jogo do Bicho é ilegal? Os Cassinos são proibidos? Não faz mal, aposte nas loterias da Caixa!
E agora, vamos dar aquela espiadinha: Alemão, Bam-Bam, Cobra, e Siri... (nossos heróis)... É dia de paredão: Se vc quer eliminar fulaninha, ligue... Se quer eliminar fulaninho, ligue... (maldade tirar assim o dinheiro dos pobres e dos pouco instruídos...)
“Passarinho quer dançar, Tchu tchu tchu... O rabicho balançar porque acaba de nascer...”
Quão vazia uma vida pode se tornar... É na infância que se cria uma dependência que, freqüentemente, continua pelo resto da vida. Nada melhor que a tevê para preencher uma vida vazia, carente de aspirações elevadas e sem padrões morais firmes...
Mais uma vez, palavras sábias do Millor: “Só teremos um país de verdade no dia em que gastarmos mais com escolas do que com televisão, isto é, no dia em que gastarmos mais com a educação do que com a falta de educação.”
Darcy Ribeiro (1922-1997), um dos maiores defensores da educação no país, o que lhe valeu o apelido de “O Poeta da Educação”, defendia a instituição da educação em tempo integral no país. Dizia que a escola em turnos é uma perversão brasileira, e que, enquanto num turno a escola educa a criança, no contra-turno a tevê deseduca. Como se pode prosseguir assim? “Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem: a salvação dos índios, a escolarização das crianças... Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que venceram nessas batalhas”.
Por quanto tempo, ainda, iremos ignorar os conselhos e o inestimável legado, por implementar, de Darcy Ribeiro e de todos os grandes educadores e humanistas?
Por quanto tempo, ainda, iremos permitir que os senhores globais nos tratem como se fôssemos “Homer Simpson”?
Por quanto tempo, ainda, iremos permitir que Faustão, Gugu, Tiririca e Pedro Bial “eduquem” as nossas crianças...? Sabendo que o compromisso deles é com os anunciantes e o seu trabalho, impulsionar as vendas?
Eficientes campanhas publicitárias nos fazem acumular um acervo de ornamentos e adereços absolutamente dispensáveis (como a constante troca de aparelhos de celular).
Vender ou não vender um produto é simples questão de marketing. Basta saber provocar no consumidor o “desejo de consumo”.
Que infância estamos construindo? Lembre-se de que a criança só fica alegre quando recebe alguma coisa de seu interesse: seja um bem material, como um presente ou um bem imaterial, como atenção, respeito, carinho. E, dentre estes dois bens, certamente é o imaterial que ocasiona a felicidade verdadeira, duradoura e genuína.
Basta rememorarmos a nossa própria velha infância... Quais as lembranças mais caras que ficaram guardadas da tua infância? Quais as recordações que ainda fazem sorrir a tua alma...?
José Saramago nos lembra: “Nada é para sempre, dizemos, mas há momentos que parecem ficar suspensos, pairando sobre o fluir inexorável do tempo.”
O verdadeiro tempo é o da memória... E o que sabemos sobre o tempo, sobre a memória, sobre a vida...?
O escritor Alcione Araújo, nos faz refletir: “O ser humano é um ser complexo, cheio de sutilezas. É um ser que deve ser valorizado em sua singularidade. Cada ser é único, essa é sua riqueza, por isso somos todos tão preciosos. Essa banalização do amor, da violência, do sexo, da solidão, essa banalização da vida que a gente vê na tevê é a própria negação da arte. A vida passa a perder importância.”
A arte tem o poder de abrir os canais da sensibilidade. A arte nos possibilita adquirir vivências que não vivemos, enriquecendo a nossa aventura existencial. A arte é um aprofundamento da experiência de estar no mundo, um mergulho na vida. O processo de produção televisivo é a própria negação da arte, uma vez que procura gerar uma cultura de massa, com vistas a vender o produto do anunciante.
Procure familiarizar seus filhos e netos, desde a tenra idade, com a riqueza da arte, teatro, literatura, música, artes plásticas... O livro é um tesouro, tesouro maior, o livro lido.
O que falta para a gente mudar o ângulo do olho e perceber as belezas que estão à nossa volta?
Desligue a tevê, e torne a vida num lugar melhor... Miríades de potencialidades e possibilidades nos reserva a vida...
Uma outra infância é possível. Buscar a fonte límpida, em meio aos córregos poluídos.
Enxergar um Novo Mundo, solidário e humano, por construir, em meio às ruínas do velho mundo, individualista, materialista e consumista.
Quem são os teus heróis, quem são as tuas heroínas? Quem são os heróis e as heroínas dos teus filhos? (que possam não ser os Bambans do Big Brother ou as Sheilas do Tchan...)
Um outro Brasil é possível, onde a educação e a cultura ocupam o espaço que, de direito, lhes pertence.
Um outro mundo é possível. Um mundo de novas atitudes, novos paradigmas, novos olhares, nova postura, nova visão...
Como dizia com propriedade, Henri Poincaré (matemático, físico e filósofo francês), "O coração da criança é campo favorável à semeadura do bem."
E Luis Fernando Veríssimo, não deixa por menos: “Melhor legado para deixar aos filhos? A solidariedade.”
“Se as pessoas não buscarem uma saída espiritual rapidamente... O mundo não vai acabar, mas ficará uma situação insustentável. Mas ainda temos as crianças, e isso é o que pode nos salvar...” Renato Russo.