terça-feira, 1 de abril de 2014

JORNAL NACIONAL






                              Não penso

                              Não existo

                              Só assisto









Sentado, no banco da praça de uma cidade qualquer
Assisto toda a decadência
Até para me lembrar que sou melhor
Cansado, vejo toda a intolerância
Refletida no espelho do que é pior
Pra fortalecer a paciência que ainda resta em mim
Convivo com a “distante” violência
Que mancha à minha volta, tudo de carmim
Busco encontrar pacificada, a minha paz
Que jaz enterrada, lá no fundo do meu ser, toda vestida de cetim
Cínico raciocínio, marra que comete latrocínio
Nem consigo mais sentir
Não quero me ferir e subo no altar
Para finalmente descobrir que nem sei rezar
O avião que cai do ar
Mergulha em parafuso dentro do meu mar
Há tantas rimas que eu nem uso
Estou confuso com o meu olhar
No bilionário estádio lotado, em estado vegetativo
Anestesiado, o manifestante mudo bloqueia o cérebro, inativo
Como o elefante surdo pisoteia o rato, ainda vivo
E balança o teleférico que me leva aos céus
Onde Ele recebe de braços abertos
Todos os incertos sonhos meus
Nos breves intervalos, propagandas indecentes 
Impedem-me de pensar
Percebo cidadãos carentes
Mortos por polícias, que os deviam proteger
Desperto distraído, com letras displicentes
Numa tela de notícias
Embalada como pão, de global padrão
Que manipula a massa (nada cinzenta)
Sentada, no banco da praça de uma cidade qualquer

domingo, 30 de março de 2014

PAPAGAIADA DE CIGANO

    

         ...mas um dia se cansou,
         de tanto lhe dar agrado,
         para ver se ele falava,
         sem sequer um resultado:

         "-Eu desisto, meu amigo,
         não me deixas mais afoito!"
         O papagaio disse aos gritos:
         "-Mas não pare c'os biscoitos!"

Desde há muito, Caldas tem sido escolhida com alguma freqüência por bandos de ciganos que costumam acampar próximo a sítios e fazendas, onde pedem água, comida e favores, no período em que permanecem no local eleito, que pode chegar a algumas semanas, dependendo da acolhida que recebem. Pois bem, no final do ano, a minha casinha na roça de Caldas, foi um desses lugares eleitos e recebeu um casal de ciganos em busca de acolhida. Como não encontraram ninguém - já que a casa é de campo - e talvez por pensar que estivesse abandonada, resolveram se instalar no forro do quarto. Quando eu cheguei, depois de algumas semanas, dei de cara com os dois, que se assustaram, mas logo se acostumaram com a nossa presença. Me pediram para deixá-los ficar por um tempo, contando que haviam caído no trote do lote e feito um mau negócio, acreditando na papagaiada de um tal de Gordo e um tal de Cipó - que com certeza deveriam ter sido ciganos em outras vidas - e por isso, precisaram ficar um tempo acampados na mansão deste último, na roça vizinha, até conseguirem resolver o problema. Permiti que ficassem. No começo – e acho bem que ainda até hoje – me sentia visita em minha própria casa, tamanha era o “à vontade” do casal. Como todo o cigano, estes não fugiam à regra: eram bagunceiros e barulhentos. Viviam arrastando coisas no andar de cima, atrapalhando o meu sono, todas as noites. Logo percebi que não iriam embora tão cedo, pois ela estava grávida e parecia que haviam encontrado o local ideal. O meu forro era seguro e quentinho e eles haviam feito dele um verdadeiro ninho de amor. De dia saíam para arranjar alguma comida e de noite voltavam pra casa, para arrumar as coisas. E os barulhos persistiam. Algumas noites, parecia que arrastavam móveis até amanhecer. Também faziam muita gritaria e algazarra. Às vezes parecia mesmo que havia um bando inteiro e não apenas um casal. Com a intensa movimentação, pelas frestas do forro caía muita sujeira e poeira, emporcalhando todo o quarto. Às vezes tinha a clara sensação que me espiavam pelas frestas. Assim o tempo foi passando e eu fui embora, deixando o casal ainda mais à vontade. Quando voltei, meses depois, para minha surpresa, eles ainda estavam morando lá e a família já tinha aumentado. Agora eram o casal com trigêmeos! As crianças deveriam ter algumas semanas de vida. Haviam nascido saudáveis, porém, ao contrário dos pais que eram muito verdes e coloridos, os filhos tinham um tom ainda acinzentado e algumas partes peladas. Movimentavam-se pelo forro com dificuldade e desajeito, chegando a serem engraçados. Curioso, armei uma enorme escada na pequena cozinha, que atrapalhava muito a minha movimentação, mas assim, podia espiá-los de longe. Toda a vez que eu subia, os três irmãos me olhavam de lado, com uma cara engraçada de curiosidade, talvez imaginando que eu poderia ser a sua mãe trazendo comida, mas eu sempre os frustrava e não lhes dava nada. Por vezes, atirava-lhes algumas sementes de girassol, no café da manhã, mas eles as ignoravam, pois esperavam a comida direto na boca e como a minha pontaria não era das melhores, eu preferia deixar essa tarefa para a mãe deles. Quando esta chegava com a comida, promoviam uma algazarra que eu nunca havia visto igual. Nesses momentos ela aproveitava para ensiná-los a bater as asas, preparando-os para saírem do meu forro e ganharem o mundo. Enquanto isso, o pai esperava num galho de uma árvore próxima, como se vigiasse tudo. O barulho e a sujeira que caía do forro eram descomunais. E assim as semanas foram passando, até que numa espiadela, eu os vi praticamente prontos para a vida, numa lição que todos os pais deveriam aprender. A prova de que já estavam prontos é que já começavam a revelar a sua essência cigana. E ontem foi engraçado. Vejam só: quando subi a escada na cozinha para espiá-los, o primeiro - provavelmente o mais velho dos três - andou na minha direção e me pediu uma galinha. Disse que iria a uma festa à noite e não tinha companhia. E foi exigente: me pediu, que se fosse possível, lhe arranjasse uma galinha esverdeada. Imediatamente eu respondi: -Amiguinho, só se eu pintá-la com spray de carnaval, pode ser? Ao que ele me disse: -Se for assim, pode deixar que eu mesmo PINTO. Logo em seguida, veio o do meio, ainda mais esverdeado, me pedir pra carregar o celular na tomada da cozinha. Eu logo pensei: olha como são as coisas, vivem acampando por aí, sem a menor estrutura ou conforto, mas não abrem mão da tecnologia. Onde já se viu dar um celular para uma criança? Por isso temos tantos problemas sociais de dar PENA. Ao menos isso era um bom sinal e provava que já eram “antenados” pois, realmente, aqui nestas paragens, o sinal é muito bom. E, por fim, a caçula também veio me procurar. Sim, isso mesmo, a pequenininha era uma menina! Que belezinha. Tão pequena e já tão espertinha. Danadinha! Veio até mim e, como uma boa ciganinha, me perguntou se eu não tinha nada pra trocar por alguns panos de prato, que ela mesma pintara ao bico. Vi que eram bem feitinhos, pintados com motivos silvestres, mas infelizmente, eu já tinha muitos panos, alguns até bem quentes, que usava para colocar nas coisas. Então, ela insistiu e pediu para ler a minha mão. Eu disse que a minha mão não estava lá muito benta e que as letras talvez não estivessem legíveis, dificultando a leitura. Então ela me perguntou se eu era crente ao que respondi que acreditava em tudo, até em papagaios ciganos falantes. Ainda mais pelo fato de aqui nas roças de Caldas não haver papagaios, só maritacas, e aos MONTES! E, até por isso, quando têm alguma dor nas costas, ao contrário do que dizem na cidade, as pessoas daqui logo falam que estão com “bico de maritaca”. Sempre achei essa expressão muito engraçada. Mas voltando à VACA fria, a verdinha ficou sensibilizada e me deu um lindo paninho feito de penas, sem exigir nada em troca, o que me emocionou bastante. Disse que estava me agradecendo pela boa acolhida que lhes demos e que os pais, ao voltarem à noite, também iriam me agradecer bastante. Eu disse que não precisava, que eu havia apenas feito o que era certo. Eu gosto de ajudar. Eles também se emocionaram e me disseram que gostaram muito de mim, porque eu não tinha “cisma” de cigano e os tratara como gente, de maneira normal, sem nenhum preconceito. Com lágrimas nos olhos, eu aprendi mais uma lição e fiquei torcendo para que estes belos serezinhos realmente estivessem preparados para enfrentar o mundo que os esperava. Que Deus proteja estes papagaios falantes ciganos, para que, quando finalmente saírem da segurança do forro da minha casa, possam fazer o que eu sempre sonhei e só em sonho posso realizar: alçar livremente vôos cada vez mais altos por sobre as magníficas montanhas e vales da linda Caldas.

domingo, 2 de março de 2014

RESSACA MORAL



VIFES DO VRASIL...



POIS É... JÁ TIVE MAIS PACIÊNCIA COM ESTA ÉPOCA... INFELIZMENTE O BRASIL PÁRA E O ANO SÓ COMEÇA REALMENTE DEPOIS DO CARNAVAL... E COM AQUELA RESSACA... FÍSICA E MORAL... AGORA, QDO O ANO É DE COPA... TEMOS O ÓPIO COMPLETO... CARNAVAL, MULHER, FUTEBOL E CERVEJA... E SE SOMARMOS A ELEIÇÃO, TEREMOS, COM CERTEZA, UM ANO INTEIRO PERDIDO... HAJA ALIENAÇÃO!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A QUADRILHA QUE ABSOLVEU A QUADRILHA


VIFES DO VRASIL...

ATENÇÃO, CORJA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, V. EXCELÊNCIAS, - "DIGNÍSSIMOS" MINISTROS QUE VOTARAM PELA ABSOLVIÇÃO DOS MENSALEIROS NO CRIME DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA - FIZERAM, DESTE MODO, COM QUE BANDALHAS COMO GENOÍNO E DIRCEU POSSAM SER SOLTOS JÁ A PARTIR DE AGOSTO E ME DEIXARAM COM VONTADE DE VOMITAR. ESTES CANALHAS AINDA APARECEM SENDO PRESOS E FAZENDO O SINAL DA VITÓRIA, PAGANDO DE PRESOS POLÍTICOS. QUE MANÉ PRESO POLÍTICO, RAPAZ! ENTÃO SERÁ QUE O MALUF (QUANDO FOR PRESO!) TAMBÉM VAI SER PRESO POLÍTICO? E QUAL A DIFERENÇA? O PT? PELO AMOR DE DEUS! É TUDO LADRÃO IGUAL QUE ROUBOU, CORROMPEU E FOI CORROMPIDO. SRAS. ROSA WEBER E CARMEN LÚCIA, SRS. LUIZ BARROSO, DIAS TOFFOLI, RICARDO LEWANDOWSKI E TEORI ZAVASCKI, VOCÊS SÃO BANDIDOS, PIORES DO QUE OS PRÓPRIOS MENSALEIROS, PORQUE DOS POLÍTICOS PODEMOS ESPERAR ROUBALHEIRA, MAS DE VOCÊS, A CORTE MAIS ALTA, ESPERÁVAMOS QUE FIZESSEM JUSTIÇA. SE AQUILO QUE OS MENSALEIROS FIZERAM NÃO É FORMAÇÃO DE QUADRILHA, O QUE SERÁ ENTÃO? ENTÃO VOCÊS ACHAM QUE SÓ BANDIDO FAVELADO É QUE FORMA QUADRILHA? INFELIZMENTE, ATÉ OS "GABARITADOS" JUÍZES DO STF FORMARAM QUADRILHA, E PUDEMOS CONFIRMAR ISTO AGORA! EU QUE NEM SOU BRASILEIRO - MAS ME SINTO COMO SE FOSSE - ESTOU COM PROFUNDA VERGONHA PELOS BRASILEIROS! E AOS VERDADEIRAMENTE DIGNOS MINISTROS CUJO VOTO FOI VENCIDO, SRS. JOAQUIM BARBOSA, LUIZ FUX, GILMAR MENDES, MARCO AURÉLIO MELO E CELSO DE MELLO, MEUS PARABÉNS. PENA QUE HÁ TÃO POUCOS DO CALIBRE DE VOCÊS. MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, A SUA INDIGNAÇÃO, FRUSTRAÇÃO, TRISTEZA, DESÂNIMO E DESESPERANÇA, SÃO COMPARTILHADAS POR TODOS NÓS, MAS TEMOS ORGULHO DE TÊ-LO COMO BRASILEIRO, NA MAIS ALTA CORTE DA JUSTIÇA DO PAÍS. NÃO DESISTA NUNCA. AGORA, SR. CELSO DE MELLO, DE QUE ADIANTA O SR. VOTAR HOJE PELA CONDENAÇÃO DOS MENSALEIROS, NO JULGAMENTO DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, SE FOI COM O SEU VOTO DE MINERVA, LÁ ATRÁS, DESEMPATANDO A VOTAÇÃO A FAVOR DOS RÉUS, NO JULGAMENTO DOS EMBARGOS INFRINGENTES, QUE ELES TIVERAM DIREITO A ESTE NOVO JULGAMENTO HOJE, QUE CERTAMENTE JÁ ESTAVA ARMADO, POIS OS DOIS NOVOS MEMBROS QUE SUBSTITUÍRAM OS ANTIGOS FORAM OS QUE JUSTAMENTE MUDARAM A CONDENAÇÃO ANTERIOR? POR ISSO, ESTA ABSOLVIÇÃO AGORA, NÃO SURPREENDEU NINGUÉM. NÃO SOMOS BURROS, SENHORES, NÃO NOS SUBESTIMEM. AH... É NESTAS HORAS QUE EU GOSTARIA DE VIVER NUM PAÍS EM QUE O POVO REALMENTE SABE SE MANIFESTAR NA HORA CERTA E DA MANEIRA ADEQUADA... MAS INFELIZMENTE EU VIVO NO PAÍS DOS BBB'S (BLACK BLOCS BOÇAIS), QUE SÓ SABEM QUEBRAR TUDO E AINDA MATAM QUEM ESTÁ TRABALHANDO... E PRA QUÊ? QUAIS CONQUISTAS ELES JÁ CONSEGUIRAM? QUAL RECADO ELES JÁ PASSARAM? NA HORA EM QUE DEVIAM SE MANIFESTAR, ONDE ESTÃO? MANIPULADOS IMBECIS! E VIVA O RICO PAÍS DA COPA! VAMOS, BRASIL, RUMO AO "VEXA"... VEXAME! É... COITADO DO TATU BOLA... ATÉ JUNHO, O MASCOTE DESTA COPA, AINDA VAI SER O GAMBÁ...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

MORRE O CINEGRAFISTA FERIDO NO RIO POR BLACK BLOCS!

DESDE QUE SURGIU ESTA PRAGA DOS BLACK BLOCS EU VENHO FALANDO QUE IA DAR M... A CULPA É DESTA SOCIEDADE HIPÓCRITA, PERMISSIVA E IMBECIL QUE, POR ESTAR TRAUMATIZADA PELA OPRESSÃO DA DITADURA, AGORA PASSA A MÃO NA CABEÇA MASCARADA DESTES BANDIDOS TRAVESTIDOS DE MANIFESTANTES, ACHANDO QUE TODOS TÊM O DIREITO SAGRADO DE SE MANIFESTAR. OS ESTÚPIDOS INTELECTUALÓIDES ACHAM QUE É BONITO O JOVEM SE MANIFESTAR E PROCLAMAM ESTE DIREITO AOS SETE VENTOS. DEIXARAM A COBRA SE CRIAR, AGORA AGUENTEM. TRAZEM ESTA PORCARIA DE FORA, E NÃO TÊM NEM A DIGNIDADE DE COLOCAR UM NOME EM PORTUGUÊS PRA ESTA COISA ESTÚPIDA. QUE BLACK BLOC MANÉ BLACK BLOC, MEU CHAPA. SE VOCÊ REALMENTE TEM IDEOLOGIA E ARGUMENTOS, ARRANJA UM NOME EM PORTUGUÊS PRA ISSO, CARAMBA! E FICA A MÍDIA TODA DANDO A MAIOR CORDA PRA ESTES IMBECIS. AGORA PRONTO. ESTÁ AÍ O RESULTADO. UM PAI DE FAMÍLIA MORTO EM COMBATE, COMO SE ESTIVÉSSEMOS NUMA GUERRA. E É CLARO QUE ESTAMOS. MAS NÓS NÃO QUEREMOS QUE O BRASIL VIRE UMA SÍRIA, UM EGITO. COM CERTEZA HÁ INÚMERAS OUTRAS MANEIRAS DE SE CONQUISTAR O QUE SE QUER, E A HISTÓRIA TEM VÁRIOS EXEMPLOS. VEJAM O MANDELA, POR EXEMPLO. PELO AMOR DE DEUS. ESTE GRUPO FOI SE ALASTRANDO COMO UM CÂNCER, ATRAINDO JOVENS DESPROVIDOS DE CÉREBRO E COM CERTEZA, DESPROVIDOS TAMBÉM DE UM EMPREGO, DE UMA OCUPAÇÃO HONESTA, POIS SE TIVESSEM O QUE FAZER, NÃO FARIAM DISTO UMA PROFISSÃO. SE BEM QUE É POSSÍVEL QUE ATÉ ESTEJAM GANHANDO PRA FAZER ISTO, AFINAL, TEM ATÉ DEPUTADO DE PARTIDO POLÍTICO METIDO NESTA HISTÓRIA. E VAI APARECER MUITO MAIS, É SÓ FUÇAR MAIS UM POUQUINHO. O CARA APARECE DANDO ENTREVISTA E NOS CRÉDITOS ESTÁ ESCRITO: FULANO DE TAL, ATIVISTA. PELO AMOR DE DEUS. DESDE QUANDO ATIVISTA VIROU PROFISSÃO? O CARA SAI DE CASA COM A MOCHILINHA NAS COSTAS, CARREGADO COM O MATERIAL DE TRABALHO: MÁSCARA DE GÁS, MORTEIRO, PORRETE, GASOLINA E OUTRAS COSITAS MÁS. VOU TRABALHAR, MAMÃE! BOM TRABALHO, FILHINHO! P Q P! DE QUE ADIANTA NOS REVOLTARMOS COM A IMPUNIDADE, COM RELAÇÃO AOS MENSALEIROS, AOS SEQUESTRADORES, AOS HOMICIDAS, SE PERMITIMOS QUE SE CHEGASSE A ESTE PONTO DE SE ASSASSINAR UM PAI DE FAMÍLIA NO EXERCÍCIO DO SEU TRABALHO. CADÊ O SEU DIREITO SAGRADO DE TRABALHAR? JÁ NÃO BASTAM ESTES IMBECIS DOS BLACK BLOCS BLOQUEAREM NOSSO SAGRADO DIREITO DE IR E VIR, DEPREDANDO BENS PÚBLICOS E PRIVADOS IMPUNEMENTE, AGORA AINDA SE PERMITE QUE ASSASSINEM? NÃO SE CANSAM DE DIZER QUE A POLÍCIA É QUE É A VIOLENTA DA HISTÓRIA, QUE NÃO SABE LIDAR COM MANIFESTANTES E BLÁ, BLÁ, BLÁ, MAS QUEM MATOU O CINEGRAFISTA FOI UM MANIFESTANTE, NÃO FOI A POLÍCIA NÃO. E ISTO SÓ FICOU ESCLARECIDO PORQUE UMA TV ESTRANGEIRA FEZ IMAGENS EXTREMAMENTE CLARAS DE TUDO QUE OCORREU, SENÃO, É ÓBVIO QUE ESTA MORTE JÁ TERIA SIDO DEBITADA NA CONTA DA POLÍCIA "VIOLENTA", ESTOU CERTO OU NÃO? AÍ, SE IDENTIFICAM OS ASSASSINOS, E LOGO VÊM A CORJA DE "ATIVISTAS" OFERECER UMA PENCA DE ADVOGADOS E PERITOS PRA LIVRAR A CARA DESTES BANDIDOS. ESTÁ TUDO ERRADO. NÃO É ASSIM QUE O POVO CONSEGUE CONQUISTAR NADA. PELO CONTRÁRIO, FOI GRAÇAS A ESTES IMBECIS DOS BLACK BLOCS QUE AS MANIFESTAÇÕES SE ESVAZIARAM NAS RUAS E OS POLÍTICOS SUJOS, QUE JÁ COMEÇAVAM A TREMER COM TANTA GENTE DE BEM NAS RUAS, PUDERAM ENFIM CONTINUAR A FESTA. ESSA CONVERSINHA MOLE DE ANARQUISTA, DE REVOLUCIONÁRIO, DE GUERRILHEIRO, DE LUTAR CONTRA A BURGUESIA E CONTRA O SISTEMA, ISTO É BALELA. NENHUMA SOCIEDADE PROGRIDE SEM ORDEM, SEM AUTORIDADE, SEM LEIS E SEM UM MÍNIMO DE ORGANIZAÇÃO. E ESSA AURA ROMÂNTICA QUE É ATRIBUÍDA PELA SOCIEDADE ESTÚPIDA AO JOVEM, GUERRILHEIRO, ATIVISTA, TAMBÉM É BEM QUESTIONÁVEL, POIS, SÓ PRA SE TER UMA IDÉIA, O ZÉ DIRCEU, O ZÉ GENOÍNO E O ZÉ MANÉ TAMBÉM SE ACHAM ACIMA DO BEM E DO MAL POR SE AUTO DENOMINAREM EX-GUERRILHEIROS E OLHA NO QUE DEU. FAZ O SEGUINTE, JÁ QUE ELES SÃO GUERRILHEIROS E ADORAM CUBA - INCLUSIVE O BRASIL ESTÁ EMPRESTANDO UMA GRANA PRETA PRA CUBA, COMO SE TIVESSE MUITO DINHEIRO SOBRANDO - POIS BEM, MANDA ESTES GUERRILHEIROS PRA LÁ, PRA LUTAREM PELA LIBERTAÇÃO DAQUELE POVO. E OLHA QUE É UM POVO BEM ESCRAVIZADO. BASTA VER O CONTRATO DOS MÉDICOS CUBANOS COM O SEU GOVERNO. E VAI RECLAMAR, PRA VER. E O PARTIDO DOS TRABALHADORES AINDA VEM DEFENDER UM REGIME DESTES? É MUITA INCOERÊNCIA. SÓ IMBECIL SEM CÉREBRO PRA PENSAR UM POUCO, ENGOLE TODA ESTA CONVERSA MOLE. JÁ PASSOU DA HORA DE SE INVESTIGAR A FUNDO QUEM SÃO AFINAL ESTES BLACK BLOCS, QUEM REALMENTE ESTÁ POR TRÁS DELES, QUEM TEM INTERESSE NAS SUAS AÇÕES E, PRINCIPALMENTE, DE ONDE VEM SUA ESTRUTURA - SIM, PORQUE POR MAIS QUE INSISTAM QUE SÃO ANARQUISTAS, QUE NÃO TÊM LÍDERES NEM ORGANIZAÇÃO, ESTÁ CLARO QUE HÁ UMA ESTRUTURA COMPLETA PRONTA PARA LHES DAR SUPORTE QUANDO NECESSÁRIO. É ÓBVIO QUE ESTÃO SE APROVEITANDO DOS IMBECIS - QUE SE JULGAM MUITO ESPERTOS - PARA OBJETIVOS ESCUSOS. ENTÃO NÃO É POSSÍVEL QUE NÃO SE INVESTIGUE ISSO A FUNDO, MESMO DEPOIS DE UM ABSURDO DESTES. E COMO TODA A TRAGÉDIA GERALMENTE ACABA SERVINDO PARA DAR UM BASTA EM UMA SITUAÇÃO QUE INCOMODAVA MAS VINHA SENDO EMPURRADA COM A BARRIGA PELAS AUTORIDADES, ESPERO QUE A MORTE DESTE CINEGRAFISTA POSSA SERVIR TAMBÉM PARA DARMOS UM BASTA DEFINITIVO A ESTA PERMISSIVIDADE, ONDE SE DETURPAM VALORES E ONDE, PARA GARANTIR O DIREITO A ALGUMAS DEZENAS SE MANIFESTAREM, SE TIRA O DIREITO DE MILHÕES IREM E VIREM EM SEGURANÇA. LUGAR DE BANDIDO E ASSASSINO É NA CADEIA. ENTÃO, CHEGA DE ACHAR BONITINHO! CADEIA PARA OS BLACK BLOCS, JÁ!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DO STF




De vez em quando, tenho a mania de reler jornais e revistas de alguns meses atrás, com o intuito de comparar as expectativas da época com o que de fato acabou se concretizando hoje. Quando comecei a ler noticias sobre o processo do mensalão, num jornal de agosto deste ano, fiquei chocado ao perceber o desenrolar das “previsões”. Nem a Mãe Dináh seria tão profética. Um dos textos afirmava que a discussão sobre o caso do deputado Bispo Rodrigues, que levou ao bate-boca entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o ministro Ricardo Lewandowski, na verdade tem a ver com o caso de um cardeal político, o ainda todo-poderoso petista José Dirceu. Bispo Rodrigues, que hoje não é mais líder religioso, foi condenado na primeira fase do julgamento, a seis anos e três meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no entanto, se o Tribunal aceitar a tese levantada pela defesa de que ele deveria ter sido condenado por uma legislação mais branda sobre corrupção passiva, em vez de pela nova legislação que entrou em vigor em novembro de 2003, outros casos de corrupção, inclusive ativa, poderiam ser revistos. A alteração do Código Penal que aumentou o rigor das penas de corrupção ativa e passiva teria, na concepção da defesa, ocorrido depois que o crime de corrupção passiva de Bispo Rodrigues, havia sido consumado, e o STF não teria levado em consideração essa mudança de tempo, adotando a legislação atual, mais dura. A questão é que o momento do ato da corrupção foi entendido pelo plenário do STF, por unanimidade no caso de Bispo Rodrigues, como tendo acontecido na vigência da nova lei, e não, como quer a defesa, no momento da primeira reunião para tratar da negociação, acontecida antes da nova legislação. Porém, as declarações do embargante revelaram-se inverídicas, já que, nas investigações do ministério público, que contam com farta prova documental e testemunhal, não foram encontradas provas de que Rodrigues participou dessa reunião. Da mesma maneira, o ex-ministro José Dirceu poderia ter interpretados seus atos criminosos em diversos períodos de tempo, beneficiando-se de uma redução de pena, se a legislação a ser utilizada fosse a antiga e não a nova. Prosseguia a notícia afirmando “que esta manobra seria uma maneira de alterar a pena de Dirceu, livrando-o da prisão em regime fechado sem nem mesmo precisar dos embargos infringentes que, ao que tudo indica, seriam rejeitados pelo STF.” Com relação aos embargos, a previsão não se concretizou, mas quanto ao regime da pena ter sido alterado para semi-aberto, foi exatamente isso que acabou ocorrendo, sem muita surpresa, porém. E prossegue o texto, afirmando “que essa questão, aliás, já havia sido superada na recusa dos embargos de declaração do delator do esquema, o ex-deputado Roberto Jefferson, que queria uma redução da pena, alegando justamente que as negociações para o recebimento do dinheiro teriam começado antes de 2003, quando vigorava a legislação anterior. Como o caso fora rejeitado, provavelmente o mesmo aconteceria com o recurso de Bispo Rodrigues e o presidente do STF não precisaria se desgastar com o bate-boca com Lewandowski. No entanto, ele viu na insistência deste em trazer novamente o assunto à discussão, no mínimo uma tentativa de retardar o resultado final. De maneira sínica e até jocosa, Lewandowski disse que se arrependeu do voto dado no ano passado, quando concordou com a pena mais rígida, argumentando que tem o direito de rever eventuais equívocos e ainda perguntou a Barbosa, porque este estaria com pressa em julgar. Barbosa argumentou que os embargos de declaração não servem para rever provas, reclamou que o voto de Lewandowski atrasou seus planos de concluir o julgamento dos embargos e, sem se retratar, acusou o colega de não respeitar o STF e fazer chicana. Na ante-sala do plenário, para onde a discussão se prolongou, foi possível ainda ouvir a palavra palhaçada. O bate-boca com Lewandowski - episódio que, a meu ver, é o mais revelador de todo o processo do mensalão - é um prosseguimento das disputas ocorridas na primeira fase do julgamento, quando o ministro revisor fez um contraponto permanente à posição do relator Joaquim Barbosa.” Prossegue o texto, afirmando que “é do conhecimento de todos que paira no ar uma forte desconfiança de que existem em andamento nos bastidores do tribunal, manobras protelatórias para evitar a rápida conclusão da fase de embargos de declaração, ou mesmo de aproveitá-los para alterar (leia-se diminuir) algumas penas. Nesta fase de embargos, mesmo não existindo a figura do revisor, Lewandowski prossegue na tentativa de revisão, com votos muito longos, mesmo para concordar com o relator, numa clara tática para postergar a decisão final. O ex-revisor do processo do mensalão foi acusado, na primeira fase, de alongar seus votos com o objetivo de tirar do julgamento os ministros Cezar Peluso e Ayres Britto, tidos como votos contrários aos mensaleiros.” Hoje vemos que estes dois ministros foram substituídos por Roberto Barroso e Teori Zavascki, ambos declaradamente a favor dos mensaleiros. Estes e outros ministros, claramente posicionados a favor dos mensaleiros, argumentam que o processo tem que ser julgado de forma isenta da pressão das ruas mas, paradoxalmente, decidiram despir a toga e ir para a arquibancada - infelizmente, para o lado errado da torcida. Roberto Barroso, realmente chegou com tudo: minimizou o processo do mensalão, ao afirmar que este não foi o maior escândalo de corrupção e desvio de dinheiro público da história do país e afirmou que corrupção é um mal em si, induzindo a opinião pública a julgar que sem a reforma política tudo continuará como antes. Ora, uma coisa é o uso dos recursos roubados para fins políticos - sem dúvida culpa do nosso sistema - e outra coisa é o uso desse dinheiro em benefício próprio, como fizeram os réus do mensalão. E não parou por aí: depois de afirmar que o julgamento era meramente político, acrescentando que ninguém deve supor que os costumes políticos serão regenerados com direito penal, repressão e prisões, Barroso ainda criticou abertamente os colegas, por achar as penas imputadas aos réus, na primeira fase do processo, severas demais. Deste modo, a configuração do STF foi substancialmente alterada, e a maioria, que antes era contra os mensaleiros, passou a ser composta por ministros que defendem penas mais brandas. Se nos atentarmos ao fato de que a maioria dos ministros do STF foi nomeada pelo ex-presidente Lula e que exatamente estes dois ministros novatos foram nomeados por Dilma, hoje chegamos à conclusão inevitável que as previsões da época, por mais surreais que parecessem, estavam corretas e fica claro que as manobras para minimizar a condenação dos petistas, partem do ex-presidente Lula e sua comandada Dilma Roussef. Não podemos nos esquecer ainda, que o delator do mensalão, deputado Roberto Jefferson, acusou também o ex-presidente Lula, no mesmo balaio de todos os outros réus já condenados e, no entanto, este fato foi sistematicamente ignorado, tanto pelo Ministério Público como pelo STF, que mantiveram a blindagem do líder petista. Agora vemos irem para o ralo da impunidade, reivindicações legítimas do povo nas ruas, quando as manifestações ainda não haviam sido esvaziadas pelos Black Blocs. O que vemos agora tem pouco a ver com as manifestações da sociedade, em junho, cujos propósitos vinham sendo entendidos pelas autoridades do país que, mesmo a contragosto, se viam obrigados a tomar providências. Hoje, grupelhos mascarados fazem com que o caminho do protesto beire a anarquia e a insensatez, em uma manobra que parece ter a ver com quem tem interesse em que as coisas fiquem exatamente como estão. A PEC dos mensaleiros, presente em vários cartazes pelas ruas, que faria com que a cassação fosse automática, acabando com o contrassenso de um parlamentar condenado pelo Supremo continuar parlamentar, legislando de dentro da Papuda, não deu em nada. Diante desse corporativismo que impede que um deputado casse o colega, o STF se considerou competente para dar a última palavra. Para termos uma idéia do poder dos mensaleiros da cúpula do PT, hoje vemos o Congresso desautorizando o Supremo, afirmando que é ele quem dá a última palavra na cassação de um deputado. E para coroar o circo de horrores, petistas mensaleiros que já tiveram suas penas reduzidas e modificadas do regime fechado para semi-aberto, posam de presos políticos e heróis nacionais, numa manobra tão bem orquestrada pelo ex-presidente Lula, que já foram beneficiados pela progressão de pena durante o julgamento. É sem dúvida a mais rápida “progressão de pena” de que se tem notícia, ocorrendo já durante o julgamento. Mas que julgamento? Como podemos confiar na instituição da mais alta corte da justiça brasileira? Depois de oito anos de julgamento, o cidadão comum - eleitor, contribuinte - está se lixando para as vozes empostadas, as frases de efeito, as expressões em latim e outros arroubos jurídicos. Quer mesmo é ver os ladrões do dinheiro público, os condenados, atrás das grades e devolvendo o que roubaram. Espera este cidadão que o STF dê uma demonstração exemplar de punição, deixando bem claros os novos rumos do país, que não suporta mais tanta impunidade. Se a Suprema Corte for subserviente às manobras do governo lulopetista, o que será da Justiça? Para a maioria dos brasileiros honestos, que não roubam dinheiro público, o fim do julgamento do mensalão com a prisão dos culpados não significa o fim de um começo - como afirmou na época o ministro Barroso – mas o começo de um fim.